terça-feira, 9 de setembro de 2014

Olha como sorriem na foto...

Não tenho muito a dizer sobre esta eleição. Não conheço a fundo Marina Silva: li seu programa de governo e tenho simpatia em algumas ideias, esperança em outras, resumindo, porém, não concordo 100% com o que diz.

Mas, por outro lado, conheço o PT e o PSDB. E o que se sabe é que a alternância no poder torna a democracia mais saudável, ou pelo menos é o que acreditamos e desejamos.

Certezas: nesses 24 anos de democracia mais recente tivemos o falecido PRN (Collor); Itamar (vice do Collor, que segundo minha modesta opinião não deveria ter assumido. Se o presidente sofre impeachment, da mesma forma deveria o vice); PSDB (FHC, por 8 anos); PT (Lula, mais 8 anos) e mais PT (Dilma). Isso sem falar do Sarney, que está por aí desde antes do golpe militar, e sempre nas cabeças. É muito pouco para um país que se quer democrático, e muita concentração de poder. 


Dúvidas: Não sei o quanto Marina vai conseguir mudar, isso se ela realmente o quiser. Não sei até onde a aliança com o partido de Campos vai, e se isso pode minar seu hipotético governo a partir do momento em que se começar a fatiar o governo em cargos para aliado. Não sei também, como ficará o congresso e se essa aliança de partidos nanicos terá algum poder de fogo ao legislar. Se não tiver, ou Marina terá que se abrir (leia-se cargos) aos inimigos da eleição (PT, PSDB e agregados) ou...

A Pior das hipóteses: Marina, durante 4 anos (ou 5, como ela quer, se conseguir aprovar a nova lei eleitoral), isolada, sem maioria na Câmara ou no Senado, recebendo seu salarinho sem conseguir aprovar nada.

A pergunta é: queremos tudo isso de novo? Mudar é sempre arriscado, mas repetir o erro não é algo motivador. Sei que, caso eu decida mesmo votar em Marina Silva, ou qualquer que seja o candidato, votarei também em seus confrades para o legislativo, para que não pereçam no limbo do imobilismo 
político. Amém
 

Chega-se ao ponto fatídico da questão: o presidencialismo, principalmente no Brasil, não funciona. Sempre fui adepto à República Parlamentarista, com um presidente como chefe de estado e um primeiro-ministro como chefe de governo, este último com a condição sine qua non de deter a maioria no congresso, sob pena de perder o cargo e gerar, automaticamente, novas eleições (para não penalizar, desta forma, o povo, os eleitores, que ficariam com um líder inerte por 4 anos, como ocorre aqui no país tropical).

Mas talvez ainda não estejamos preparados para tudo isso. Melhor nos acomodarmos e deixar tudo como está, não é mesmo?

Reflitamos sobre isso, pois pois...

Um comentário:

  1. Bela reflexão. Houve, logo após a aprovação da constituição, em 1988, o plebiscito para decidirmos o regime de governo: parlamentarismo, presidencialismo ou monarquia. Inclusive, os descedentes de D. Pedro II se mobilizaram para reativar seu cargos e títulos. Mas nós, brasileiros, talvez por desconhecimento de como funcionaria cada um destes modos de governar, decidimos pelo presidencialismo, que já conhecíamos. E ficou assim como está.

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