segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Amelia Rosselli

"Mas se a morte vencia era a corrosão a me impedir de
revelar aos outros aquilo que faltava em mim. A ciência dos
números era a minha fortaleza, a ciência dos amores a
minha fraqueza. Eu não sou um Chinês! Não tenho poder! As
minhas condições são de naufragar! No naufrágio da
grande andorinha que sobrevoava acima da minha cabeça realmente
redonda estava o segredo da minha misantropia. Cantava histórias
e descia um degrau a cada passo em falso. Acima da minha
cabeça realmente redonda nascia o quadrado da certeza.
Se na cabeça realmente redonda nascia o retorno impossível
às antigas maneiras então na minha cabeça realmente redonda
caía o grão o sal de Deus, a última mina. Se na
redonda cabeça de Deus estava o incremento da jornada então
nas caretas dos jovens entrevia a bondade. Mas o
piche, o negro, o granizo, as fúrias, a revolta, a
canhonada, o país fora de si controlava cada movimento meu.
Antiga civilização descrita nos livros tu és a revolta que
não se deixou domar, tu és o mar que tinge de vermelho a
fúria dos ventos e leva à aurora uma canção."

Traduçao minha

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