Vendo as estatísticas deste blog do último ano, descobri várias coisas interessantes: 2.766 pessoas diversas visitaram meu blog, atingindo a média de 7,58 pessoas por dia. Cada uma ficou, em média, 2 minutos e meio neste humilde espaço. Nada mal. Destes visitantes, a grande maioria é do Brasil (2.016 pessoas), seguido pela Itália (517), Portugal (134), Alemanha (16) e Estados Unidos (12). Mas também tive visitas de lugares inóspitos como Marrocos, Arábia Saudita e República Tcheca (uma cada).
Dos meus posts, o mais lido foi escrito anos atrás: trata-se do Exame psiquiátrico pré-admissional (publicado aqui em 2007, mas escrito em 2003 pro meu falecido primeiro blog) e é fácil deduzir que o povo chegou aqui porque, provavelmente, também passaria por tal tormento. Em segundo lugar, esse confesso que não faço a menor idéia do porquê, está o post O meu abacateiro, no qual falo do Aleph. Do original, de Jorge Luis Borges, não do plágio de Paulo Coelho. O terceiro lugar foi para uma paródia meio sem-graça da lenda do Minotauro, que chama-se O corno de Creta. Com execeção do primeiro, os outros dois originaram-se da leitura de livros do Borges. Uma estranha coincidência, porque justamente agora estou com outro em mãos.
| Borges |
Graças a isso e a várias citações e indicações de leituras feitas pelo próprio Borges, desemboquei em outros escritores e filósofos que eu pouco conhecia, em áreas que eu jamais teria imaginado: física, química, matemática aplicada à filosofia, metafísica, entre outras piras.
Um desses é o filósofo inglês Bertrand Russell. Aliás, talvez seja um modo de remediar minha aversão inconsciente ao mundo anglófono. Pois bem, decidi começar me embrenhando na obra de Russell, e tive uma agradável surpresa. Ainda estou longe de chegar na parte em que ele fala de filosofia matemática, que é o que interessa falando de eternidade, mas lendo pequenos excertos que encontrei na internet já me iluminaram.
| Russell |
Sua obra fala, principalmente, de lógica, religião, política e moral. Conheceu e foi amigo de grandes intelectuais nos quase cem anos em que viveu (1872-1970), de Einstein a Sartre, pra citar só dois.
Russell parece interessante. Mas é somente um pequeno passo rumo à eternidade. Se eu conseguir manter meu entusiasmo, vou ler também Aristóteles, Platão, Santo Agostinho, o físico Arthur Stanley Eddington (tradutor da obra de Einstein para o inglês e grande propagador da Teoria da Relatividade), provavelmente quase toda a obra de Borges e de seu companheiro Adolfo Bioy Casares, além de ter de ler e reler várias coisas do Nietzsche (saúde!), e o que mais eu achar no caminho. Tudo isso para, no final, poder pôr em prática a minha Teoria da Eternidade, que se encontra em fase de incubação.
Entre as minhas peregrinações por vários sites da internet, descobri que um dos símbolos usados para representar a eternidade (e não só ela) é o Ouroboros, uma cobra ou um dragão que devora o próprio rabo.
E de repente tudo começa a fazer sentido. A capa do vinil dos Engenheiros do Hawaii, onde a cobra come o próprio rabo. E o conto sobre o abacateiro, citado lá em cima, onde minha cadela, monstra doida canina, corria atrás do próprio rabo. Eram sinais. Sinais de que estou no caminho certo.
Mas a verdade é outra. E diversa.

