Então, como eu dizia nos primeiros parágrafos do último post, fiz algumas compras na última feira do livro de Pisa, o famosíssimo Pisa Book Festival. E como de vez em quando gosto de fazer listas, comentários e críticas sobre livros e autores que mal conheço ou que nunca li, eis uma oportunidade imperdível! (só para complementar, ainda não terminei de ler nenhum dos livros do outro post. Mas estou chegando no final do primeiro).
To build a fire e Lost Face de Jack London: São dois contos do famoso escritor e, o melhor, para tradutores iniciantes como eu, é bilíngue. Original em inglês, tradução em italiano. Nunca li nada do Jack (London), mas segundo o meu primo doidão Eduardo é um autor dos bão. Então comprei, uai!
La felicità è un paio di stivali de Machado de Assis: Sim eu sei, não faz o menor sentido ler Machado de Assis em italiano se eu consigo ler em português (acho que eu ainda consigo). Mas a tradução foi feita por uma ex-professora de italiano e colega tradutora, que me deu muito apoio no mestrado, então não poderia deixar de comprar o livro e ler o famoso Machadão na língua dantesca.
Pensieri e scritti letterari (pensamentos e escritos literários) de Leonardo da Vinci: Uma das tartarugas ninjas, Leonardo da Vinci foi um grande tudo: pintor, escultor, arquiteto, inventor e, o que eu não sabia, também escritor. Vi esse livro e não pensei duas vezes. Um dia comentarei sobre ele.
L'anno della valanga (O ano da avalanche) de Giovanni Orelli: Muita gente não sabe, mas a Suíça é um país pequeno mas com quatro línguas oficiais, alemão, francês, romanche e italiano. Esse livro comprei por pura curiosidade. Cheguei na banquinha da sociedade de editores suíça e perguntei qual era o escritor suíço de língua italiana mais famoso. E essa foi a resposta. Veremos o que vai dar.
Un uomo al Castello (Um homem no Castelo) de Václav Havel: Dos escritores tchecos, conhecia apenas dois: Franz Kafka e Milan Kundera. O autor desse livro, além de escritor e dramaturgo, foi uma importante figura na antiga Tchecoslováquia no combate ao regime comunista, rumo à Revolução de Veludo em 89, quando então foi eleito presidente do país. Quando Rep. Tcheca e Eslováquia se separaram, ainda foi eleito duas vezes presidente tcheco. O livro é uma entrevista-relato com o autor e interessante para pessoas malucas como eu, que gostam de países estranhos e estão pensando em aprender tcheco ou eslovaco.
Il palazzo a mille piani (O prédio de mil andares) de Jan Weiss: Nunca ouvi falar do maluco, que também é tcheco. Mas na banquinha da editora me explicaram que era surrealista, e os surrealistas são meio doidão (pelo menos na pintura) e confesso que o título me chamou a atenção. E normalmente, se não erro, acerto meus palpites.
Four Quartets (Quatro quartetos) de T.S. Eliot: O grande poeta nascido nos EUA e naturalizado inglese em uma edição bilíngue inglês-italiano, comentada e analisada por uma especialista. Não li, mas recomendo. Isso porque já li outras poesias do cara, e é muito bom.
Undici (Onze) de Bernardo Carvalho: É um escritor brasileiro, que confesso que nunca ouvi falar. Traduzido em italiano, comprei somente porque custava 2 euros e precisava de uma sacolinha pra colocar os outros livros.
Um dia, quem sabe, retorno a esses livros pra um comentário crítico (!).
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
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