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quarta-feira, 2 de março de 2016
Le poesie - Amelia Rosselli
Faccia nell'erba odori quel poco
che c'è da odorare. Sei stanco
vuoi dormire, ma non puoi. Le
rocce frastagliate prendono pose
sardoniche.
La morte è nell'aria, ti sfugge
solo per un poco. Quando torni
in pensione ti metti in ginocchio.
O vorresti. Ma non puoi.
Amelia Rosselli, p 421: Le Poesie
Face na grama cheiras o pouco
a ser cheirado. Estás cansado
queres dormir, mas não podes. As
rochas irregulares fazem poses
sardônicas.
A morte está no ar, te escapas
por um triz. Quando te
aposentas te colocas de joelhos.
Ou querias. Mas não podes.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Amelia Rosselli
"Mas se a morte vencia era a corrosão a me impedir de
revelar aos outros aquilo que faltava em mim. A ciência dos
números era a minha fortaleza, a ciência dos amores a
minha fraqueza. Eu não sou um Chinês! Não tenho poder! As
minhas condições são de naufragar! No naufrágio da
grande andorinha que sobrevoava acima da minha cabeça realmente
redonda estava o segredo da minha misantropia. Cantava histórias
e descia um degrau a cada passo em falso. Acima da minha
cabeça realmente redonda nascia o quadrado da certeza.
Se na cabeça realmente redonda nascia o retorno impossível
às antigas maneiras então na minha cabeça realmente redonda
caía o grão o sal de Deus, a última mina. Se na
redonda cabeça de Deus estava o incremento da jornada então
nas caretas dos jovens entrevia a bondade. Mas o
piche, o negro, o granizo, as fúrias, a revolta, a
canhonada, o país fora de si controlava cada movimento meu.
Antiga civilização descrita nos livros tu és a revolta que
não se deixou domar, tu és o mar que tinge de vermelho a
fúria dos ventos e leva à aurora uma canção."
Traduçao minha
revelar aos outros aquilo que faltava em mim. A ciência dos
números era a minha fortaleza, a ciência dos amores a
minha fraqueza. Eu não sou um Chinês! Não tenho poder! As
minhas condições são de naufragar! No naufrágio da
grande andorinha que sobrevoava acima da minha cabeça realmente
redonda estava o segredo da minha misantropia. Cantava histórias
e descia um degrau a cada passo em falso. Acima da minha
cabeça realmente redonda nascia o quadrado da certeza.
Se na cabeça realmente redonda nascia o retorno impossível
às antigas maneiras então na minha cabeça realmente redonda
caía o grão o sal de Deus, a última mina. Se na
redonda cabeça de Deus estava o incremento da jornada então
nas caretas dos jovens entrevia a bondade. Mas o
piche, o negro, o granizo, as fúrias, a revolta, a
canhonada, o país fora de si controlava cada movimento meu.
Antiga civilização descrita nos livros tu és a revolta que
não se deixou domar, tu és o mar que tinge de vermelho a
fúria dos ventos e leva à aurora uma canção."
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domingo, 27 de dezembro de 2009
Exercícios de tradução
"Todo o mundo é viúvo se é verdade que caminhas ainda
todo o mundo é viúvo se é verdade! Todo o mundo
é verdade se é verdade que caminhas ainda. todo o
mundo é viúvo se não morres! Todo o mundo
é meu se é verdade que não estás vivo mas só
uma lanterna para meus olhos oblíquos. Cega permaneci
do teu nascimento e a importância do novo dia
não é que noite pela tua distância. Cega sou
se tu caminhas ainda! cega sou se tu caminhas
e o mundo é viúvo e o mundo é cego se tu caminhas
ainda agarrado aos meus olhos celestiais"
Amelia Rosselli (1930-1996), poetisa italiana
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